...só sei que foi assim...
Um dia, andando bem no centrão de BH, uma pessoa linda, e totalmente desconhecida, me parou, me deu um largo sorriso, olhou pros meus pés, e disse: - quanto tempo que eu não vejo ninguém calçando um sapato desses! Efusivamente me deu um abraço daqueles que só os amigos sabem dar, e foi embora com os olhos marejados. Os sapatos em questão são daqueles vendidos na feira, totalmente artesanais...
Sempre nas ruas de algum lugar... em outra ocasião, uma mulher, que eu definitivamente não sei quem é, veio em minha direção, também com um sorriso tão grande que não lhe cabia no rosto, e me perguntou efusivamente: -você é bióloga não é??? E eu respondi: -não, não sou! Mas ela não ficou satisfeita e continuou afirmando: Ah! Mas você é bióloga sim! Você tem cara de bióloga! Tem jeito de bióloga, usa roupas como as roupas dos biólogos...E a alegria dela era tão grande de falar comigo, que quase eu acreditei que eu era bióloga!!!
Tem mais uma!!! Outro dia vesti minha ultra mega hiper calça de retalhos (também comprada na feira) e lá fui eu pelas ruas da cidade onde moro. De repente, uma senhorinha de seus 70 e poucos anos, que eu também não conheço, me oferece seu lindo, precioso e enorme sorriso, me olha de cima a baixo, e fala como se fosse minha mãe, com muita convicção: -nossa!!! Você está linda!!! Esta calça de retalhos é linda!!! Retribui-lhe o sorriso, agradeci muito, e continuei meu caminho...
...mas minha vontade era de gritar, como a backvocal do Martinho da Vila grita em uma de suas canções: - É coisa de Deus!!!!!!!!!!!!! baixeeoiça
Dila Lisboa – Abril de 2009
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